Itália|Veneto|Belluno|Vallada
Árvore Genealógica Ronchi - 1700
Ronchi - Colot Pierazza (Genealogia)
Histórico-Colot-Pierazza
Ronchi - COLOT
Ronchi - L'ORO e Árv. Geneal. - 1550
Ronchi - MUSSOL
Ronchi - NAIT

Significado de "RONCHI"

Fotos I - Colot - Pierazza
Fotos II
Documentos I - Colot - Pierazza
Documentos II
Agradecimentos
Contato: maurironchi@hotmail.com

FAMILIA  RONCHI - COLOT - Pierazza
                        SAÍDA DA ITÁLIA - TRAVESSIA - CHEGADA NO BRASIL

  a) 08Nov1886-Vallada Agordina
foi feito o passaporte, válido por 1 ano.
   (Ver em Documentos I)

  - De Vallada Agordina a Belluno:
No dia da partida, sob o repicar dos sinos, muita
   tristeza. Eram acompanhados por alguns parentes,
a pé, a cavalo ou carroça,
   em torno de 40km.

  - De Belluno a Gênova: de trem.
  b) SAIDA: Dez/1886: GENOVA- RIO-  Com 1.013 Listados - Vapor - PIROSCAFO   RIGHI.     
  - Constam na Lista Passeggieri, com destino ao RIO DE JANEIRO:
   n° 405-Mª Maddalena (
Mãe); 404-Fortnto (filho)  e 406-Mª Peregrina Ronchi Toffol (neta).
  *Luigi Massimino, Maria de Lazzer e Ernesto Francesco Ronchi  inão constam
   desta    Lista    de Passageiros. Mudou de idéia ao longo da viagem.
  - Não era plano de Luigi Massimino acompanhar e morar junto de seus irmãos, mas
   na atravessia amigos Domenico Ronchi (Colot)  e Cypriano de Toffol   convence-
   ram-no a acompanhar sua     mãe e irmão Fortunato (Tio Barba) e se encontrar
   com os dois irmãos, já em Luis Alves.
   - As Listas de GENOVA-VITÓRIA-ES e GENOVA-RIO GRANDE-RS, não se encontram no Arquivo Nacional e não se tem notícias do destino dado às mesmas. Assim ficamos sem  saber para  onde Luigi Massimino se inscreveu e planejava ir, com sua esposa e filho.

    ( Piróscafo: nome dado ao primeiro navio movido a vapor. Do gredo: pyr, pyros+kaphos ).
c) CHEGADA: RIO: 22Jan1887- Carimbo dos passaportes,em torno de 3 dias- Tirando a burocracia, demora na travessia: 36 a 40 dias. Permanecem na Hospedaria dos Imigrantes- Ilha das Flores-(HIIF) por 03 dias. Depois de vapor são “ levados “a Itajaí-SC, o porto na época, não comportava grandes navios. O tio bisa Giusto Fortunato (Tio Barba) adoentado, permanece por mais tempo na quarentena. Nesta viagem vêem junto com MARIA MADDALENA TISSI RONCHI, viúva aos 71 anos: neta Mª Peregrina Ronchi de Toffol - 18a no mesmo passaporte; seu filho Luigi Massimino ( 28 a) casado com Maria de Lazzer (28 a) - Ernesto Francesco Ronchi ( 7 meses) - mesmo passaporte e seu filho Giusto Fortunato - Tio Barba- 26 a – não foi localizado seu passaporte. Constam no Registro da Entrada dos Imigrantes sob nºs :
      794- Mª Maddalena (
mãe/avó); 795- Maria Peregrina(neta);  790- Luigi Massimino (filho);
      791-Maria de Lazzer (
nora);  792- Ernesto Francesco(neto) e 793- Giusto Fortunato(filho).
    * Mª Peregrina:      Depois que seu pai Domenico de Toffol, casou novamente,
     foi criada pela avó.

                     - POSSÍVEIS ALTERAÇÕES NO TEXTO -

            
- ENFIM EM CASA - LUIZ ALVES - Hoje - MASSARANDUBA-SC-

     No porto de Itajaí foram acondicionados por dias, em galpões. Daí em balças ou barcos pequenos subiram o Rio Itajaí-Açu, entram no Rio Luiz Alves até o Salto (hoje Rio do Salto), onde terminava o trecho navegável. Daí em diante a pé até os barracões, onde permaneceram por   meses - de Fev a Nov 1887 -
aguardando a demarcação e posse dos lotes .       Possivelmente   a Matriarca - Mª Maddalena - não tenha conhecido o lote de seu filho Luigi, pois veio a falecer em Abr/1887.
      A construção dos barracos em seus lotes, eram de responsabilidade e gastos dos imigrantes.
     
O Governo não os ajudou, pois Luiz Alves deixou de ser Colônia em 1880.(Veja abaixo)

 Já se encontravam Bço Direito-Luis Alves dois filhos de Mª Maddalena Tissi Ronchi: Pietro(Pierazza) Paolo Giacomo,solteiro e Fco Nazário Ronchi, já casado, chegaram RIO em Dez1882 - Vapor RIO PLATA e ex-genro Domenico de Toffol Xaora - Genova:Nov1885 - Vapor BOURGOGNE, RIO em Dez1885.[ Toda família, mesmo Passaporte ( Ver em Doc I )].

RONCHI-COLOT-PIERAZZA :Vão para lote 4- Ribeirão Paula Ramos, Braço Direito, Sta Luzia.
RONCHI-COLOT:                  Vão para lote 3- Ribeirão Paula Ramos, Braço Direito, Sta Luzia.
- Vieram juntos da Vallada com a Família de 1.1.2.6- Giovanni Battista Domenico (mesma Árvore mas Ramo diferente-Ver Árv Gen Ronchi-desde 1700), casado com Mª Lucia Alchini Ronchi.
- E para diferenciar éramos conhecidos por RONCHI COLOT-Pierazza.
- Pietro, irmão do Luigi Massimino era conhecido por Pedrão - Pierazza, em italiano.

- Um pouco de História:
   - Colônia Luiz Alves: fundada em 1877 mas em 1880 foi extinta por Decreto Imperial:
     "Pelo aviso Imperial de 09Abr1880, a Colônia foi extinta, isto é,  perdia as características de
      Região privilegiada, desobrigando-se o Governo a conceder-lhes favores e benefícios
      financeiros, já que foram oferecidos meios aos que  quisessem abandonar o local,
      mas foram poucos os que abandonaram.
Ao descaso oficial para com eles, responderam
      os pioneiros       com redobrado esforço no trabalho e permaneceram na ex-colônia"   
      (BOHN, Pe. Antonio Francisco: Paróquia de São Vicente de Paulo e sua História).
   - Distrito de Itajaí : em 10 Jan1903
   - Freguesia : 31Jul1912
   - Vila : 31Mar1938   e  Municípios: Lei 348 de 18 Jul 1958 -  desmembrou de Itajaí e dividido:
          a) Luiz Alves (260 km2): Capital Catarinense da Cachaça
          b) Massaranduba (427km2): Capital Catarinense do Arroz.
   - Distritos que passaram de Luiz Alves para Massaranduba: 1º Braço do Norte - 2º Braço do      Norte -  Braço Direito - Alto Braço Direito - 3º Braço...)
   - "Maçaranduba" árvore de flores cor de rosa.

- DE FEV 1887 a 1921 – Permanecem em Luiz Alves-SC

[Existem ainda em Santa Luzia-Braço Direito descendentes RONCHI-Colot-Pierazza: são netos , bisnetos de MARIA PEREGRINA (Ronchi-de Toffol) Pivatto e de Francesco NAZÁRIO Ronchi, ela PRIMA e ele TIO de: Ernesto, Nicolau, Atílio, Serafim, Marieta, Chico e Beppi].

- Neste meio tempo faleceram:
a) Mar/ Abr 1887 - Maria Maddalena Tissi Ronchi (72a);
b) 1910Pietro (Pierazza) Paolo Giacomo –( 63a) de tétano - solteiro ;
c ) 19Ago1918 – Valério Ronchi (1a)- Filho de Ernesto e Páschoa ;

d) 23Abr1919  - Francesco Nazário (64a ) – chifrada de touro.(Ver em Documentos)
   (Todos Sepultados Cemitério Igreja Sagrada Família-Braço Direito 
  - Na década passada 1990 foi violada a sepultura - não existe mais.)

- 1909 a 1921 - NOVA SAIDA DE LUIZ ALVES-SC   

- Ronchi-Colot: Em 1918, algumas Famílias de 1.1.2.6 - Giovanni Battista D.  Ronchi
saem  do Dist de Bço Direito e vão para outros Distritos e Mun.:Luiz Alves, Itajaí. .Ronchi-Colot-Pierazza:

    O 1º a sair foi NICOLAU,indo trabalhar em Curitiba(1909), onde casou em 31Jul1915 com Fca Hardt e tiveram a Elvira (23Jun1916) . Anos após em 1919, deixam Curitiba, vendem o que tem e vão de passagem por Luiz Alves, visitam seus pais. Vão para Rio do Oeste, atrás de seu irmão Ernesto, fazendo o mesmo caminho, (Ver Ernesto/Paschoa)
mas sem levar mudança. Chegando Toca Grande-Rio do Oeste, compra
Lote nº 145  na vargem, (hoje) na altura cabeceira da ponte. E meses após, nasce 22Abr1920-Eleutério e no ano seguinte 07Ago1921, nasce Renardo ”Reinaldo”.
E anos após vende o Lote a seu irmão Ernesto, e  vão de mudança para Taió (de carroça), aí tem o resto da família.

     O 2º a sair foi ATÍLIO, ao casar (Jan 1916) com Giovanna(Joana) Dedea , foi morar em Rio do Peixe-Luis Alves-SC. (Com a morte de Maria Michelucci, seu sogro, Fortunato Dedea, ficou viúvo e passou as terras à sua esposa Joana, que era filha única, como herança). Em 07Dez1916, nasce Liberato e em 20Jan1918 nasce Bruno.

   O 3º a sair foi ERNESTO/PASCHOA Stringari Ronchi ( 1918/1919)- aqui, um parêntesis: Os colonos desta região (Luiz Alves, Rodeio ...) foram orientados e incentivados por Luiz Bertoli, a procurarem novas terras, ao longo do rio Itajaí do Oeste (Crônicas- Alice Bertoli Arns). Ernesto Francesco acompanhado de seu tio Giusto (tio Barba) e seu irmão Serafim (carpinteiro), vão ver e conhecer o local, isto lá por JUN 1918. Ernesto compra alguns lotes,(13 km rio acima de Rio das Pombas - Rio do Oeste) na foz do Ribeirão Toca Grande com Rio Itajaí. (Na curva do rio Itajaí, perto da foz do Ribeirão, a natureza fez uma pequena caverna, toca, onde é claro eles se abrigaram nos meses que ali estiveram . Daí o nome do ribeirão – Rib. Toca Grande e Distrito - TOCA GRANDE). (Ver em Fotos)  
-  * Foram adq. 3 lotes: 01 e 141-Ernesto F. Ronchi e 18-Luiggi M. Ronchi.
             (Documentos  gentilmente cedidos por Marcos Aurélio Pisetta).  

     Gostam e fazem a casa perto da foz (margem direita) do Ribeirão Toca Grande e (margem esquerda) do Rio Itajaí, “as casas eram feitas da própria madeira retirada do local, eram farquejadas a machado ou serradas por êles mesmos com serra de mão, LA SEGA , e cobertas de palha ou tabuletas, “scandole” “ pg 127 de Crônicas” . Lembrar que Serafim era carpinteiro e marceneiro e tinha todo o material. Fizeram uma pequena derrubada para plantar, já era primavera de 1918. Terminada a “tarefa”, o tio Barba, deve ter ficado para cuidar da casa e continuar a plantar . “Viemo, gostamo da terra. Fomos p’ra Luiz Alves (hoje-Massaranduba) buscar a mudança, eu (Serafim) e meu irmão Ernesto”, pg 55 Crônicas de Alice Bertoli Arns. Ao descer Ernesto já vai se informando sobre carroceiros e o preço do transporte.

De Braço Direito – LUIZ ALVES   a   Toca Grande - RIO DO OESTE

- Em 4 etapas - 04 DIAS DE VIAGEM – (+ ou - ) 180km - ano 1919 -
1ª Etapa: Braço Direito-Luiz Alves a Blumenau (Jan 1919 ). Saem de madrugada: 1 carretão puxado por 4 cavalos e uma carroça que pertencia a nosso bisa José Stringari (profissão-carroceiro), era pai de nossa “nona” Paschoa. Passageiros: Avós: Ernesto (33a) e Paschoa (30a), filhos: Matilde (8a), Pedro (7a), Alfredo (5a), Eugênio (4a), Umberto (2a), e tio avô Serafim (24a). Chegam em Blumenau a tempo de pegarem o trem da tarde. Descarregam e carregam a mudança no trem, chegando na boca da noite no final da linha, chamada Subida. À noite Ernesto vai atrás dos carroceiros, que dias antes tinha contratado, isso 1,5km morro acima.  Devem ter carregado as carroças na mesma noite. Dormem na estalagem, espécie de casa comercial, pertencente a Oswald Odebrecht (ver pg 104-Crônicas-Alice Bertoli Arns).
2ª Etapa: Estação Morro Pelado (Subida) a Rio das Pombas (Rio do Oeste) 2 dias. Contratou um “carreton”(puxado por 4 cavalos) e uma carroça. Levantando cedo, a estrada péssima, encalhando várias vezes . Foi o pior pedaço. No meio do caminho, tinham hospedarias onde deviam pernoitar e também para descanso dos cavalos (pg 104,105-Crônicas). Chegaram em Rio do Oeste, pagou , despachou os carroceiros e dormiram na casa de Luiz Bertoli, pois tinha comprado dele as terras.
3ª Etapa: Rio do Oeste até Distrito São José (Margem direita do Rio Itajai do Oeste - uns 11/12 km rio acima). Dia seguinte, novamente um carretão de “Seu Nardo” - Leonardo Scoz (pg 359-Crônicas) e uma carroça, e em torno do meio dia, chegam nos Fiamoncini. Local mais próximo que tinha canoa (batera), para a travessia do rio.
4ª Etapa: De canoa até a barra (foz) do Ribeirão Toca Grande (Margem esquerda do Rio Itajaí do Oeste ) em torno de 3 a 4km, rio acima. Os Fiamoncini eram os canoeiros (pg 359-Crônicas). Carregam a batera com as crianças , adultos e os utensílios principais e ... enfim em casa. No dia seguinte buscam o resto da tralha e mudança.
    
Como contava Matilde: “Demos graças a Deus de chegar no rio pois o 'Berto' (Umberto- 2 anos), estava com disenteria. Aí aproveitamos a água para fazer a limpeza” . Era Jan 1919.
- Versão contada por : Matilde e Savério Ronchi, confrontados nomes , datas e locais, lendo o livro “CRÔNICA à margem da História de Rio do Oeste, de Alice Bertoli Arns".

    
E em 09 Ago 1919, nasce o 1º Tocagrandense: VITÓRIO RONCHI, falece em 2012.
     Aqui, nasce o resto da família.

- ANO 2017 : 99 anos da chegada na Toca Grande I, mas com a família em Jan1919.

    -O 4º a sair foi nossa tia avó ELISABETHA (Betina), que casou em 1915 e falece em
  1916, ao dar à luz seu primogênito em Corupá. Seu marido Guerino Lunelli, era ferroviário.

    -O 5º a sair foi o restante da família em 1921. Nossos bisa LUIGI (63a) e MARIA (63a)tios Francisco(22a) já casado (1919) com Joana Melchioretto (19a), Serafim (26a) e José (20a), solteiros. Se instalam no Distrito de São José 12/13 Km de Rio do Oeste -SC, (Margem direita do Rio Itajaí do Oeste, hoje, entre a Igreja São José e Sassela). A estrada neste ano (1921), já estava aberta até Taió.
    -Tio Serafim (30a) como marceneiro e carpinteiro,casa-se em 22Mai1925, com Inês Trentini (19a) , se instala na vila de Rio das Pombas - Rio do Oeste, fundando no mesmo ano sua marcenaria (pg 109 de Crônicas Alice Bertoli Arns).
    -Em 28Set1925 falece nosso bisa LUIGI (67a) sepultado Distr. Anta Gorda(Cemit.Igj Nª Srª Caravágio), hoje seus restos mortais estão Cemitério Igreja Sta Catarina - Toca Grande.
 - Em 1926 José (Beppi) (25a), casa em Rodeio com Catarina Tonet (25a). Sobem para Rio do Oeste e em Mai1927 nasce sua filha Miranda, em 1928 vendem as terras no Sassela , levando a família e sua mãe Maria de Lazzer (68a), vão morar em Rodeio, pois os pais de Catarina estavam adoentados. E neste mesmo ano, nasce o Evaldo (06Ago1928), já em Rodeio.
 -  Por isso que Maria de Lazzer Ronchi, está sepultada em Rodeio.(Junto com seu filho Beppi).
 -  Em 1943, Francisco(Chico), sai do distrito São José (Sassela) para distrito Toca Grande-Rio do Oeste e em JAN/1969 muda-se para Joinville, aos 70a com sua esposa Joana 67a e família de seu filho Mário Ronchi (36 anos). E aos 07 JUN 1969 falece Francisco (Chico).

     
Aqui termino, em poucas linhas o início de nossa história no Brasil (1ª e 2ª Gerações).